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segunda-feira, janeiro 20, 2014
Mudou ou não mudou?
E afinal, o relacionamento com a Host Family muda ou não muda depois da lua de mel?
Acho que toda(o) futura(o) au pair já ouviu falar, que passando os 3 meses de lua de mel, a host family muda. Eu não vou dizer que não é assim... mas vou contar como está sendo a minha experiência.
A minha host family não mudou! Com 4 meses aqui eu fui numa road trip com a minha host family. Nós praticamente atravessamos o país de carro e foi ótimo! Acho que se eles tivessem que mudar, essa seria uma ótima chance. Mas foi bem o contrário. Eles não se aproveitaram da viagem pra me fazer trabalhar em horários loucos, não me deixaram com a baby no hotel pra sairem pra passear... nada disso. Eu aproveitei e me diverti tanto quanto eles.
Claro, eles não são perfeitos. Mas nunca foram e nem eu sou, né?! hehehe
Mas tenho que admitir que depois de um tempo algumas coisas mudam, mas nem sempre quer dizer que a mudança foi intensional. Olha só:
Veja o que mudou depois de 18 meses com a mesma host family:
- Eu comecei a ouvir barulho pela manhã nos meus dias off. - mas meus hosts tbm ouvem nos dias que eles estão off! haha Pq minha baby cresceu. Agora ela grita, fala alto, e berra (chora) ainda mais alto. Eles sempre ficam lá no andar de baixo e às vezes (como aconteceu hoje de manhã) eu consegui ouvir os gritos dela. Mas não é algo que me acorde (pelo menos não por enquanto), mas se eu estou no meu quarto eu consigo ouvir direitinho ela chorando ou chamando alguém lá do quarto dela. E ela já está quase fazendo 2 aninhos!
- A nanny não vem mais. - Tinha uma nanny que vinha uma vez por semana (pq eu trabalho 11 horas por dia, 4 dias na semana). E eu tenho o final de semana inteiro + um dia da semana off que era normalmente sexta-feira. Agora, como não temos mais a nanny (uma americana querida, bem novinha, que agora está fazendo estágio e não tem mais tempo pra ser nanny), meu host fica com as babies (sim, no plural... já já eu explico porque).
Parte boa do host ficar com as babies: eu posso pedir o dia que eu quiser off. =) Por exemplo, eu pedi pela sexta dia 24 e ele concordou. Aí, depois a host veio me pedir pra eu ficar off no dia 20, já que hoje é feriado. E como eu já tinha planos, acabei trabalhando a semana passada toda (5 dias) e ficando off hoje + sexta!
Parte não tão boa: se eu não pedir o dia que eu quero, eu nunca sei que dia eu terei off. Normalmente lá na quarta ele vem me perguntar que dia fica melhor, ou me pedir um dia que fica melhor pra ele.
- Mudamos de casa (de novo) - Falo de novo porque quando eu cheguei, morávamos em um apartamento (foi por uma semana) e mudamos para uma casa. Agora mudamos de novo porque os hosts estão comprando uma casa. Mas não é muito longe de onde eu morava, então tá tudo certo. Agora meu banheiro é dentro do quarto! =)
Estou mais perto das minhas amigas e do centro (a little bit), mas um pouquinho mais longe da faculdade.
- Ganhei mais uma host baby - e a minha nova host baby nasceu! Ai meu Deus, nem sei explicar a emoção que é ver aquela coisinha fofinha e pequenininha. Já estou cuidando das duas, mas por enquanto a mãe do host está aqui, então está me ajudando.
A baby é super de boa, o mais difícil é controlar o ciúmes da maior, que está aprendendo a dividir a minha atenção. :p
É muito amor!
UPDATE - Relacionamento com a HF - o relacionamento com a host family mudou um pouco. No começo a gente passa mais tempo juntos, com o tempo a gente se acostuma mais a essa vida e a host family também. Tanto eu como minha host family éramos marinheiros de primeira viagem quando eu cheguei na casa deles, então não sei como funciona com families que já estão no programa a mais tempo.
Nós não temos horário de janta definido, e cada um come o que quer na hora que quer. Mas sempre que alguém tem planos de cozinhar, avisa e todos jantamos juntos.
Quando eles cozinham eu limpo a cozinha, e quando eu cozinho eles limpam. (eles tem sido mais sacanas nisso, e deixado tudo pra eu limpar agora que a baby nasceu, mas to pra me fazer de louca, sair e deixar tudo lá da próxima vez que isso acontecer).
Continuamos tendo uns family meetings pra falar sobre as babies (agora eh mais raramente, mas continuamos fazendo)
Eu continuo avisando quando preciso do carro, mesmo que seja só por algumas horas.
Eles continuam comprando Chipotle pra mim toda vez que eles compram pra eles. E isso é o que me basta :-p hahaha
Espero que vocês gostem das novidades =)
quinta-feira, agosto 15, 2013
Atualizando...
Oieeee!!!
Tenho tanta coisa para escrever sobre... mas a correria está tanta que não consegui sentar e digitar!
Hoje eu vi um blog muito legal e achei que valeria a pena fazer um post rápido pra compartilhar com vcs e contar bem rapidinho o motivo do meu sumiço.
O nome do blog é Partiu Intercâmbio e tem muitas dicas!
Vale muito a pena dar uma conferida.
Agora, o motivo da minha ausência por aqui...
Na verdade são motivos mas, o principal é que estamos de mudança! Eu queria muito que minha host family mudasse para um outro estado. Não que eu não goste daqui, mas seria bem legal morar em um lugar diferente. Mas a nossa mudança está sendo para uma outra casa bem perto de onde moramos agora.
O problema disso tudo é que já percebi o quãaao difícil vai ser levar minha "mudança" de volta pra casa! haha
Estou super ansiosa pro reinício das aulas, que eh agora no final do mês.
Por enquanto é isso.
=)
Em breve eu volto!
Beijos
Tenho tanta coisa para escrever sobre... mas a correria está tanta que não consegui sentar e digitar!
Hoje eu vi um blog muito legal e achei que valeria a pena fazer um post rápido pra compartilhar com vcs e contar bem rapidinho o motivo do meu sumiço.
O nome do blog é Partiu Intercâmbio e tem muitas dicas!
Vale muito a pena dar uma conferida.
Agora, o motivo da minha ausência por aqui...
Na verdade são motivos mas, o principal é que estamos de mudança! Eu queria muito que minha host family mudasse para um outro estado. Não que eu não goste daqui, mas seria bem legal morar em um lugar diferente. Mas a nossa mudança está sendo para uma outra casa bem perto de onde moramos agora.
O problema disso tudo é que já percebi o quãaao difícil vai ser levar minha "mudança" de volta pra casa! haha
Estou super ansiosa pro reinício das aulas, que eh agora no final do mês.
Por enquanto é isso.
=)
Em breve eu volto!
Beijos
segunda-feira, julho 08, 2013
O mais importante requisito...
Hey folks,
What's up?
Eis que eu estava aqui, refletindo sobre a vida de au pair e me dei conta de uma coisa (com a ajuda da minha amiga Mayara, que estava indo ser au pair na Holanda, mas agora se preparando para ser au pair nos States). Quais são os requisitos para ser au pair? E o que é importante?
Para ser au pair (nos Estados Unidos, com algumas poucas alterações em outros países), a candidata ou candidato precisa atender aos seguintes requisitos:
- Ter entre 18 e 26 anos;
- Sexo Feminino;
- Ser solteira e sem filhos;
- Conhecimento intermediário de inglês;
- Gostar de crianças;
- Ter 200 horas de experiências com crianças nos últimos 3 anos;
- Ter concluído o Ensino Médio;
- Carteira de motorista.
Muitas vezes ficamos indignadas com essa história do nível de inglês, por exemplo, mas todos esses pré-requisitos existem por algum motivo.
Vou falar do inglês porque é o que mais nos deixa em dúvida, com medo e indignados ao mesmo tempo, não é mesmo?
O nível intermediário de inglês é importante porque precisamos SIM saber nos comunicar.
Precisamos sim entender o que as crianças dizem. Pelo menos o essencial.
Precisamos, antes disso, saber pedir informação no aeroporto.
Precisamos ter o que falar com a host family quando encontramos com eles a primeira vez, no caminho até a nossa nova casa.
Precisamos nos comunicar com as pessoas até conseguirmos entrar em algum curso de inglês, e mesmo durante ele.
O termo intermediário não é o que importa, o que importa é que saibas te comunicar, mesmo que seja o básico, mas com uma certa dominância daquilo que vimos em todos os grupos de au pair (que envolve vocabulario de au pair, o que fazer e falar situações de emergência, etc).
Isso é muito importante! E é fácil de aprender, só precisa estudar.
Mas, para mim, o mais importante requisito para ser au pair é... a Conversa!
A tal da conversa é o requisito que é mais assustador pra cumprir. Eu sei, porque já passei por isso.
Dá uma conferida nos momentos em que é importante conversar:
- Lá no início do programa, quando ainda estamos 'skypeando' com as potenciais host families
Por que saber conversar é importante nessa fase?
É importante, porque precisamos perguntar sobre tudo o que pode diminuir (ou aumentar) as chances do nosso intercâmbio ser um sucesso! Também precisamos saber conversar para contar para eles sobre as nossas expectativassonhadoras realistas com o programa de au pair.
Mas aí é fácil, né?!
É mais ou menos, porque com a emoção de ter uma family no perfil, a tendência é que tudo pareça perfeito. Não se iluda e pense nos prós e contras da rotina e expectativas da possível futura família. Pergunte sobre tudo o que é importante para ti!
- Quando chega na casa da família
... aí é que o bixo pega! Principalmente quando a primeira parte não foi bem feita. É aqui que a coisa começa a ficar difícil.
Na minha opinião, vamos precisar conversar com a host family sobre
** Como foi o dia da(s) kid(s)
** Como está sendo a tua experiência morando com eles
** E se tem alguma coisa que deveria mudar, ou melhorar
Se a au pair chega na casa da fanília e já encontra alguma situação que já sabe que vai dar problema, conversa! Não deixem passar algo que vcs realmente não gostam ou não se sentem bem só porque acabou de chegar na casa da família.
A dica é sempre fazer a "reclamação" em forma de pergunta. Por exemplo, "Fulana, como é mesmo que vai funcionar o meu schedule? Ah, eu tinha entendido que seria assim..." Agora não me vem mais exemplos práticos na cabeça, mas se fazer de desentendida e ao mesmo tempo mostrar que tu percebeste a mudança é sempre uma boa dica.
Outra coisa, se for reclamar de algo que não está bom, dê alguma sugestão.
Reclamar por reclamar só gera mais mal estar.
Eu, por exemplo, antes de reclamar que só ficava em casa com a minha baby, comecei a dar exemplos do que outras au pairs fazem de atividade com babies da mesma idade da minha. Pesquiso lugares que posso levar ela e mostro pra family, pergunto o que eles acham... mostro que estou interessada no desenvolvimento dela. E os hosts gostam disso, de saber que nos interessamos pelos nossos pestinhas =)
Eu estava lendo informações de como ser au pair na Holanda, e no documento de uma agência tinha a seguinte frase como responsabilidade da au pair: "I shall make every effort to resolve any differences with my host family." ("Eu devo fazer todo o esforço para resolver qualquer diferença com minha host family")
É chato, mas é necessário. Esse tal de Au Pair program é um desafio tanto para nós como para as host families. E os dois lados precisam estar dispostos a tentar fazer com que dê certo.
Por isso, na minha opinião, o requisito mais importante do programa é a conversa.
What's up?
Eis que eu estava aqui, refletindo sobre a vida de au pair e me dei conta de uma coisa (com a ajuda da minha amiga Mayara, que estava indo ser au pair na Holanda, mas agora se preparando para ser au pair nos States). Quais são os requisitos para ser au pair? E o que é importante?
Para ser au pair (nos Estados Unidos, com algumas poucas alterações em outros países), a candidata ou candidato precisa atender aos seguintes requisitos:
- Ter entre 18 e 26 anos;
- Sexo Feminino;
- Ser solteira e sem filhos;
- Conhecimento intermediário de inglês;
- Gostar de crianças;
- Ter 200 horas de experiências com crianças nos últimos 3 anos;
- Ter concluído o Ensino Médio;
- Carteira de motorista.
Muitas vezes ficamos indignadas com essa história do nível de inglês, por exemplo, mas todos esses pré-requisitos existem por algum motivo.
Vou falar do inglês porque é o que mais nos deixa em dúvida, com medo e indignados ao mesmo tempo, não é mesmo?
O nível intermediário de inglês é importante porque precisamos SIM saber nos comunicar.
Precisamos sim entender o que as crianças dizem. Pelo menos o essencial.
Precisamos, antes disso, saber pedir informação no aeroporto.
Precisamos ter o que falar com a host family quando encontramos com eles a primeira vez, no caminho até a nossa nova casa.
Precisamos nos comunicar com as pessoas até conseguirmos entrar em algum curso de inglês, e mesmo durante ele.
O termo intermediário não é o que importa, o que importa é que saibas te comunicar, mesmo que seja o básico, mas com uma certa dominância daquilo que vimos em todos os grupos de au pair (que envolve vocabulario de au pair, o que fazer e falar situações de emergência, etc).
Isso é muito importante! E é fácil de aprender, só precisa estudar.
Mas, para mim, o mais importante requisito para ser au pair é... a Conversa!
A tal da conversa é o requisito que é mais assustador pra cumprir. Eu sei, porque já passei por isso.
Dá uma conferida nos momentos em que é importante conversar:
- Lá no início do programa, quando ainda estamos 'skypeando' com as potenciais host families
Por que saber conversar é importante nessa fase?
É importante, porque precisamos perguntar sobre tudo o que pode diminuir (ou aumentar) as chances do nosso intercâmbio ser um sucesso! Também precisamos saber conversar para contar para eles sobre as nossas expectativas
Mas aí é fácil, né?!
É mais ou menos, porque com a emoção de ter uma family no perfil, a tendência é que tudo pareça perfeito. Não se iluda e pense nos prós e contras da rotina e expectativas da possível futura família. Pergunte sobre tudo o que é importante para ti!
- Quando chega na casa da família
... aí é que o bixo pega! Principalmente quando a primeira parte não foi bem feita. É aqui que a coisa começa a ficar difícil.
Na minha opinião, vamos precisar conversar com a host family sobre
** Como foi o dia da(s) kid(s)
** Como está sendo a tua experiência morando com eles
** E se tem alguma coisa que deveria mudar, ou melhorar
Se a au pair chega na casa da fanília e já encontra alguma situação que já sabe que vai dar problema, conversa! Não deixem passar algo que vcs realmente não gostam ou não se sentem bem só porque acabou de chegar na casa da família.
A dica é sempre fazer a "reclamação" em forma de pergunta. Por exemplo, "Fulana, como é mesmo que vai funcionar o meu schedule? Ah, eu tinha entendido que seria assim..." Agora não me vem mais exemplos práticos na cabeça, mas se fazer de desentendida e ao mesmo tempo mostrar que tu percebeste a mudança é sempre uma boa dica.
Outra coisa, se for reclamar de algo que não está bom, dê alguma sugestão.
Reclamar por reclamar só gera mais mal estar.
Eu, por exemplo, antes de reclamar que só ficava em casa com a minha baby, comecei a dar exemplos do que outras au pairs fazem de atividade com babies da mesma idade da minha. Pesquiso lugares que posso levar ela e mostro pra family, pergunto o que eles acham... mostro que estou interessada no desenvolvimento dela. E os hosts gostam disso, de saber que nos interessamos pelos nossos pestinhas =)
Eu estava lendo informações de como ser au pair na Holanda, e no documento de uma agência tinha a seguinte frase como responsabilidade da au pair: "I shall make every effort to resolve any differences with my host family." ("Eu devo fazer todo o esforço para resolver qualquer diferença com minha host family")
É chato, mas é necessário. Esse tal de Au Pair program é um desafio tanto para nós como para as host families. E os dois lados precisam estar dispostos a tentar fazer com que dê certo.
Por isso, na minha opinião, o requisito mais importante do programa é a conversa.
Mas não vamos brincar de telefone sem fio, né!? hehehe
E pra vocês, qual é o mais importante requisito para ser um(a) au pair?!
Comenta aí! =)
sábado, abril 20, 2013
Host Family perfeita! Existe?
Se eu perguntasse o que tu esperas da Host Family perfeita, certamente já terias a resposta na ponta da língua, não é mesmo?
O que eu recomendo que seja considerado na hora de "procurar" pela host family perfeita?
Primeiro lá vou eu dizer o que todos já sabem: perfeição (daquele tipo assim, tudo lindo e maravilhoso, faça chuva ou faça sol) não existe. Eu não sou, a minha família não é e, muito menos a minha host family é perfeita.
Com esse post, o meu objetivo é tentar te ajudar a organizar as ideias. Vou dar a minha opinião sobre alguns dos requisitos mais debatidos pelas au pairs no que se refere ao match. Lá vai: ]
Pega um café ou um chimarrão porque o post tá grande!
Schedule - Fixo. Flexível. Acordar muito cedo. Trabalhar até tarde. Com folga no meio do dia. Folga no final do dia. Trabalha um final de semana por mês. Folga um final de semana por mês. Não trabalha final de semana...
Ih, as opções são tantas que tem pra todos os gostos! E também, as mudanças às vezes são inevitáveis, afinal o futuro não é previsível (pelo menos não 100%).
Qual é a melhor opção, afinal? Confesso que não sei. Sabe por que? Porque depende da personalidade da au pair, de como ela 'funciona melhor', de como ela gosta e/ou está disposta a fazer.
Depende também de vários outros fatores como: a cidade onde vai morar, a idade das kids, a distância das escolas onde a au pair poderá estudar, os horários das aulas que tem na cidade. Ai tu me perguntas: Ah, mas como eu vou saber isso antes de ir? E eu digo: 100% de certeza não tem como ter, mas dá pra ter uma noção perguntando pra HF, pra au pair atual ou outras au pairs da região, pro tio google...
Curfew - Aquele horário pra chegar em casa quando tens que trabalhar (ou não) na manhã seguinte.
É a triste realidade, mas algumas famílias sem noção determinam horário para a au pair chegar em casa, mesmo quando ela não tem que trabalhar no dia seguinte. ALERTA: Isso é FURADA!
Ter horário pra chegar em casa durante a semana, ou se no dia seguinte a au pair tem que acordar cedo e estar cheia de energia pra entreter a criançada é uma coisa. E eu acho justo. Agora, na noite anterior de um dia off, é muita sacanagem! Além de que uma pessoa que tenha bom senso vai saber quando é hora de descansar ou hora de fazer O festerê!
Se o curfew é apenas durante a semana, e não é ridículo tipo 8pm, vem ser feliz! Muitas vezes as host families determinam curfew baseadas em experiências negativas com au pairs anteriores. Ou, quando são marinheiras de primeira viagem, que tem curfew como precaução. Cabe à futura au pair analisar e ver se está disposta a conviver com isso.
Tem várias au pairs que estão morando longe de casa pela primeira vez nesse ano do intercâmbio. Aí, enquanto algumas tem uma homesick gigante desde o dia que começa o treinamento (acho que principalmente as que tem namorado) e não saem de casa de jeito nenhum, outras querem sair por aí desbravando o mundo, saindo sem hora pra voltar, aproveitando a vida loka mundo àfora. Nesse sentido, vale à pena ter um pouquinho que seja de maturidade e reconhecer que estar em casa, descansar cedo é importante pra ter condições de trabalhar no dia seguinte.
E se precisar chegar mais tarde algum dia (diga-se exceção - daquelas que não viram regra)? Se está falando com uma family que tem curfew, já solta a pergunta e se?
Carro - Sem carro. Com carro. Carro compartilhado. Um carro só pra au pair. Carro só pras aulas. Carro só nos finais de semana. Limite de milhas. Não pode dirigir pra fora da cidade. Pode usar o carro pra viajar...
Quantas vezes vocês já ouviram ou leram que "Sem carro não dá!"? Taí outra coisa que não tem como definir antes de saber sobre, no mínimo, a cidade. Para isso que serve o google, os grupos de au pairs no face, a propria HF, etc...
Como é a tua vida no Brasil? A tua personalidade? Gosta de sair pra tudo que é lado a hora que dá na telha? Não se importa em pegar carona, trem, ônibus, caminhar? As respostas pra essas perguntas influenciam na decisão, mas não podem ser a única base pra isso. Acho que a Cidade (o que ela oferece em termos de transporte público e a localização da casa onde a au pair vai morar) é bem importante na hora de pensar se aceita ou não uma family sem carro. Por que? Alguns lugares como NYC e DC por exemplo, tem um ótimo sistema der transporte público, muitas au pairs pra dar carona e ainda, se a casa for bem localizada, é muito provável que possas fazer tudo (ou quase tudo) andando (ou de bicicleta).
Agora, outras cidades, como o meu caso aqui em San Antonio, tu não faz praticamente NADA se não tiver carro (pelo menos não morando na região que eu moro, porque o sistema de ônibus não chega aqui e olha que eu não moro no interior não! hheheeh). Mas e precisa ser um carro exclusivo pra au pair? Não! (claro que é bom saber da rotina da host family também pra poder decidir). Eu moro numa parte da cidade em que o estabelecimento mais próximo é uma academia, que fica a 21 minutos andando (segundo o google maps). O mercado mais próximo fica a 10 minutos daqui, de carro! Eu divido o carro com os hosts e NUNCA tive problema. Somos três adultos e dois carros. E, se eu quero fazer algo e não to com o carro disponível as opções são ficar em casa marcar pra outro dia, ou pegar carrona com alguma au pair, lcc, host family...
Ou seja, não dá pra ser super rígida(o) e sair descartando famílias só porque a au pair não pode dirigir. Até porque isso, assim como curfew, também pode ser consequencia de experiência negativa com au pair dirigindo e pode mudar (já vi casos!) depois que tu chegas aqui e a família começa a confiar em ti.
Banheiro - Privado. Dividido com as kids. Divido com a HostFamily inteira. Perto do quarto. No meio da sala...
Tem casos e casos. Casas e casas. Pessoas e pessoas. Um banheiro pra uso exclusivo ou quem sabe, uma suíte! hmmm, que sonho, não? Só sonho mesmo! hehehe Vale lembrar que banheiro exclusivo para a au pair não é requisito do programa! Então, o número de famílias no teu app oferecendo um banheiro compartilhado pode ser bem grande. Esteja preparada. Pode ser que o teu banheiro seja praticamente exclusivo, bem pertinho do teu quarto, onde quase ninguém passa e ele vire um cantinho pra chamar de teu... (como é o meu caso no momento). Mas também pode ser que o banheiro fique perto da sala, dos outros quartos, super acessível pras visitas e aquele lugarzinho que tem fila de espera (que pode virar o meu caso logo logo, já que meus hosts estão procurando um outro lugar pra gente morar).
Como decidir qual family escolher? Aquela bem legal, na cidade maravilhosa americana (não no Rio haha), com o banheiro compartilhado ou Ou aquela family que não rolou o feeling, mas tem o quarto dos sonhos com um banheiro pra chamar de meu? Difícil decisão, né?! Nas eu certamente optaria por dividir o banheiro. Mas pelamordedeus, não é sair aceitando banheiro compartilhado assim tão fácil: o número de kids, a idade das kids, se os hosts são badaladeiros e recebem muitas visitas (que talvez nem tenha como saber antes de aceitar ou não o match). E, principalmente, o feeling pela família!
Casa badalada + banheiro compartilhado = não combinam.
Host family cheia de regra + banheiro compartilhado = também não combinam.
Ah, cuidado com "a casa só tem um banheiro." Acho que só dá pra aceitar isso se for uma Single MOM (ou um single DAD no caso dos male au pairs) + baby (que dorme cedo, não precisa usar o banheiro toda hora e normalmente toma banho uma vez por semana).
Não deixe de questionar qualquer regra estranha logo que ela aparece, como: não usar o banheiro após as 9pm pq o baby está dormindo. Encontre uma forma de dizer que o que é importante pra ti. Comunique-se!
Idade das kids - Baby. Toddler. Teen. Baby/toddler + Teen.
Qual é a tua experiência? Qual é a idade que tu gostas de cuidar? O melhor mesmo é não fazer muitas restrições, pois assim, as possibilidades são maiors. Mas, também sempre é bom não se comprometer com uma idade que não tem experiência, pois em cada fase a criança tem suas "exigências", e tu precisas estar disposta (e preparada) para lidar.
A agência está me perguntando se eu quero o Infant Specialized Program, devo aceitar? Depende! Depende da tua experiência e vontade de cuidar de under 2. Eu só tenho a dizer que a coisa mais maravilhosa que poderia acontecer no meu intercâmbio é a minha baby! Ela é linda, está crescendo, se desenvolvendo e me enchendo de orgulho e admiração.
Participar do Infant Specialized Program, não quer dizer que a au pair só cuidará de babies. Isso quer dizer que ficarás online para familias que tiverem filhos under 2, podendo ter outra(s) kid(s) mais velhas também.
Ps.: Toddler é como chamamos as crianças entre 1 e 3 anos de idade.
Número de kids - 1, 2, 3, 4, 5? "Quero cuidar de 1 kid!" "5 kids?? Nãaaaao!!"
Cada uma conhece o seu limite, não é mesmo? E acho que dependendo da idade das kids, do perfil da host family e da personalidade da au pair, vale a pena encarar uma família grande. Nessas casas, eu acredito que a falta do que fazer nem chega perto. Está aí a querida da Gisella pra mostrar. Ela conta sobre a experiência dela cuidando de 5 kids (sendo o mais novo de 5 e a mais velha de 14 anos) lá no blog Gisella Au Pair Extraordinarie. Não deve ser fácil, mas acho que deve ser bem divertido.
Eu cuido só de uma baby e adoro. Acho que são dois exemplos de experiências beeeem diferentes, cada uma com os seus pontos positivos e negativos, como tudo na nossa vida. =)
Host mom/dad stay home - "Nem pensar!", "Foge pras colinas!", "Eu jamais arriscaria"
Esses são os conselhos mais oferecidos pelos grupos aupairianos. Não acho que deva ser bem assim: Leu lá no profile deles que é stay home = passa pro próximo!
Porque, de novo, DEPENDE! Depende do tamanho da casa, depende de onde fica o cômodo onde ele trabalha, depende da frequencia com que ela ou ela trabalha em casa. E também depende da idade da(s) kid(s).
- Meu exemplo: Host Dad stays at home - e funciona super bem!
A casa (atualmente) é grande e tenho opções pra brincar com a baby sem que ela fique vendo ele toda hora. A baby é pequena e se ela corre pro office dele eu corro atrás, pego ela e a distraio com outra coisa. Ele não é chato de ficar se intrometendo no meu trabalho e às vezes até ajuda. Tem vezes que ele brinca com ela durante o meu horário de trabalho (o que é bom, especialmente quando eu to meio cansada, ou de saco cheio da vida. Aí me fecho no meu mundinho das mamadeiras - que agora já estão mais pra sip cups - ou no celular, enquanto eles brincam). A gente conversa sobre o desenvolvimento da baby, parenting, tecnologia, estudos, marketing, USA, Brasil (o que ajuda bastante no meu inglês). E, SEMPRE que eu tenho alguma dúvida sobre pronunciation ou o significado mesmo de algo que eu não entendi, eu pergunto pros meus hosts.
- Alguns motivos pelos quais isso não funciona!
A casa é pequena e difícil de manter a kid longe (ou pelo menos distraída). Idade da(s) kid(s). Autoridade que os hosts dão pra au pair (isso é uma pergunta boa pra se fazer lá no segundo skype com uma host family desse tipo: how do you interact with the child during the day, since you are home? ou algo parecido.)
Tudo é uma questão de conversar muito antes do match e ver se rola aquele feeling.
Um bom relacionamento com a host family e comunicação sempre ajudam muito! Especialmente em casos como este, que é delicado. E, pode ocorrer de tu só saberes que a fofa vai passar o dia inteiro na tua cola só depois que chegares aqui! hahaha Por isso, desde o very beginning, comunicação é imprescindível. Não tenha medo de questionar, de dizer que o combinado era diferente, que certas ações fogem das regras do programa, etc, etc. Lembre-se, sempre que reclamar, dê uma sugestão de melhoria! Só assim eles entenderão que as reclamações tem sentido e o que tu queres é melhorar e não encher o saco deles. :p
Cidade/Estado - Texas. New York. Kansas. Arizona.
Estes são alguns dos estados mais citados quando a pergunta é "Em qual lugar dos EUA vc não moraria?"
"Escolher" a cidade onde vamos morar é praticamente missão impossível para a nossa realidade aupairiana. E então, porque será que existe tanto (pré)conceito? Não sei. O fato é que a cidade onde tu vais morar importa, sim! Mas não é porque ela é famosa, é grande, é badalada, é isso ou aquilo. É porque morar no meio do nada, sem carro, com escolas a 10 kilometros de distância, e o ônibus só passa de meia em meia hora é pracabá, não é mesmo?! Agora, se essa cidadezinha é na região metropolitana, o sistema de transposte público não é tão bom assim, mas tu terás acesso ao carro, schedule que te permite chegar em tempo na aula, e uma host family que pelo skype parece perfeita, por que não topar o desafio?
Tenho duas coisas a dizer: 1) Texas não é cheio de cactos por todos os cantos, nem todos os lugares por aqui são como filmes de faroeste. 2) Assim como Kansas não é um interior gigante cheio de fazendas.
Dica: Google it! Cada cabeça, uma sentença. Cada experiência gera uma opinião. A cidade não deve ser sinônimo de recusa de família. Pergunte sobre a cidade pra outras au pairs, mas não use isso como única fonte de informação, pesquise na internet, pergunte para os hosts o que tem pra fazer na cidade... Tenha informações suficientes antes de tomar uma decisão. Afinal, morar na melhor cidade, não é sinônimo de intercâmbio feliz.
Tudo depende do tipo de experiência que queres ter. Eu nunca pensei em vir morar no TX e cá estou. E não tenho o que reclamar da cidade que eu moro. Acho sim que algumas cidades mais da região central como Boulder, CO seria uma experiência linda e sem tantos mexicanos, mas... é a vida hahaha Minha host family morava lá teve que mudar pra cá dois dias antes de eu chegar (eu já sabia disso quando fiz o match).
*****
Um pouquinho das perfeições e imperfeições da minha vida como au pair
Eu tenho schedule fixo, acordo às 6:15 da manhã, não tenho curfew (minha host diz que se a au pair tivesse 18 anos, e nunca morado fora, provavelmente ela teria um curfew), mas tenho que estar em casa cedo durante a semana porque acordo bem cedinho no dia seguinte. Tenho carro, mas compartilhado. Host em casa, mas que acaba me ajudando mais com a baby do que atrapalhando. Cuido de baby, e é só uma (pelo menos por enquanto). Community Colleges e University pertinho de casa. Cidade turística e cheia de atrações. Longe de estados como NY e Califórnia.
Acaba que uma coisa compensa outra e minha host family tem sido "perfeita".
*****
O que eu quero dizer, minha gente, é que nessa vida de au pair, tuudo é muito relativo.
Schedule, Curfew, Carro, Banheiro, Idade das kids, Número de kids, Stay home, Cidade... nada disso, sozinho é motivo pra recusar ou aceitar família. Tudo tem que ser analisado em conjunto e, certamente é necessário ser mais flexivel de um lado, mais exigentes de outro...
Abrir mão de tudo coloca em risco uma experiência que tem tudo pra ser uma das melhores da tua vida. Cheia de altos e baixos, mas com um saldo positivo. Restringir demais limita, gera sofrimento demais numa espera desnecessária de um ano inteiro online, em busca do match ideal.
Conheça os teus limites antes de sair aceitando a primeira family que aparece no perfil só porque tem pressa de vir. Analise os prós e contras e tenha em mente que
A host family perfeita existe!
ela é aquela que é cheia de imperfeições, mas daquelas imperfeições toleráveis...
Existem Host Families perigo, mas também existem au pairs bem perigosas. Então, fique de olho e ao mesmo tempo tente entender o lado deles (não que tenha que aceitar, mas né...)
A comunicação é a alma do negócio por aqui também.
Boa sorte para as futuras au pairs e para as que já estão se aventurando por terras estrangeiras, força na peruca.
Beijo!
Tai =)
sábado, novembro 24, 2012
E assim as 'férias' chegam ao fim...
Jogando Xbox com meus hosts!
E hoje eu vim falar sobre a minha primeira American Road Trip!
Grazadeus surgiu um assunto interessante, pq tava feia a coisa pro meu lado hahaha
Minha host mom tinha alguns dias a mais de férias pra tirar, então resolveu emendar com o Thanksgiving e pegar a estrada. Como moramos em um canto dos Estados Unidos (no Texas) e a mãe dela lá no outro,quer dizer, no meio, (em South Dakota) ela resolveu tirar a semana inteira pra curtir a família. E assim foi!
As passagens aéreas do TX pra SD são muito caras, já que o aeroporto lá é pequeno e tal... então, o resolvido foi: Road trip!
Preciso dizer qual foi a minha cara ao saber que viajaríamos 1.311 milhas = 2.109 km?
Então, lá fomos nós.
No dia 16/11 saímos de casa. Eu, minha host mom, a baby e a dog (o Host estava no Colorado, encontramos ele lá e seguimos viagem).
Foi uma viagem muito legal, a baby é such a big girl, praticamente não incomoda e a dog, nem se fala. O tempo inteiro minha host me mostrando coisas legais, falando o nome dos lugares por onde passamos, pisando no freio pra dar tempo de eu tirar foto... =D
No dia 17 à noite chegamos em Boulder, no Colorado. Gente, que cidade mais linda! Agora entendo porque meus hosts sentem tanta saudade daqui (digo aqui pq estou escrevendo de Boulder agora. É hora de voltar pra casa e demos mais uma paradinha por aqui). Totalmente diferente do Texas, é muito mais americano! hehehe
Na segunda pela manhã partimos pra SD. Nossa, parecia que eu estava num filme. Lindas paisagens o tempo inteiro.
Chegando lá, só diversão. Minha host o tempo inteiro falando que queria que eu aproveitasse as nossas férias. E assim foi. No segundo dia na cidadezinha chamada Lead (localizada no meio da Black Hills National Forest), fomos hiking. Lindo cenário no meio de montanhas e cachoeiras. Frio de 40F = +- 4C com sol. Quando o sol se pôs, só Deus sabe quanto estava! ahaha Era congelante.
No terceiro dia, fizemos um tour. Passamos pelo Mt. Rushmore (Monumento com os rostos de quatro presidentes americanos esculpidos na pedra), e fomos Climbing! Ai que emoção! hahaha Photographers' Peak é o nome da montanha que escalamos.
No quarto dia, surpresa! Neve! A previsão era de frio de temperaturas abaixo de -10C, mas não de neve. Foi uma surpresa muito linda e chegou na hora certa, porque deu pra aproveitarmos os primeiros dias. Isso foi ontem, dia 23/11, era Thanksgiving e vários membros da família foram pra casa dos pais da host e foi aquela comilança. Me senti praticamente em casa. Foi bem legal. E à noite já comecei a fuçar todos os sites possíveis e imagináveis atrás de uma Black Friday big deal (e não encontrei até hoje haha mas tudo bem, Cyber Monday tá chegando).
Hoje pela manhã saímos de SD e viemos para o Colorado. Chegando no colorado dei uma passada na Target e na Best Buy pra ver se encontrava alguma coisa, mas nada... O negócio é tentar até a Cyber Monday. Chegando no escritório do host, resolvemos Dançar Xbox. Sério, minha host arrasa! hahahaha Foi muito divertido!
E amanhã, partimos novamente, rumo ao lar doce lar. Mas só chegaremos no domingo.
... e no domingo, a realidade começa outra vez...
Viajar ou não viajar com a host family?
Eis a questão!
Muita au pair deve se perguntar se vale vale à pena ou não viajar com a Host Family.
Olha, tenho a dizer que pra mim, valeu / está valendo muito!
Mas, tuuudo é muito relativo. Depende do seu relacionamento com os hosts, de como são suas kids, de como você se sente em relação à HF, no caso de road trip, se você gosta ou é aberta a experimentar...
Por que pra mim foi vantajoso?
- Em 1º lugar: porque eu aproveitei MUITO!
- 2º porque eu estou economizando obamas pra viajar com o meu amor no final do ano
- Porque eu conheci lugares lindos
- Porque eu fiz novas amizades (a mãe e o padrasto da host são muuuito legais)
- Porque eu falei muuuito inglês e aprendi novas expressões
- Porque eu praticamente não trabalhei e recebi o salário da semana normal
- Porque eu so gastei 2 obamas (que foi comprando cartão postal! heheheh)
Ps. Não tive schedule nessa viagem. A host disse que não queria que eu trabalhasse, e assim foi. Porém, é claro que ajudei com o que foi possível e foi tudo muito tranquilo. Como meus hosts amam a baby, eles estavam sempre com ela e eu acabei fazendo bem pouco, e acordando a semana inteira mais tarde do que o horário habitual; Só acordei cedo (no horário em que começo a trabalhar: 6:30) um dia, pra dar uma folguinha pra host.
E hoje eu vim falar sobre a minha primeira American Road Trip!
Grazadeus surgiu um assunto interessante, pq tava feia a coisa pro meu lado hahaha
Minha host mom tinha alguns dias a mais de férias pra tirar, então resolveu emendar com o Thanksgiving e pegar a estrada. Como moramos em um canto dos Estados Unidos (no Texas) e a mãe dela lá no outro,
As passagens aéreas do TX pra SD são muito caras, já que o aeroporto lá é pequeno e tal... então, o resolvido foi: Road trip!
Preciso dizer qual foi a minha cara ao saber que viajaríamos 1.311 milhas = 2.109 km?
Eu
sei que pra muita gente isso pode soar como loucura, mas eu ADORO road
trips e achei a ideia ótima, já que o roteiro passa por 5 estados
americanos (Texas, New Mexico, Colorado, Wyoming e South Dakota)
Então, lá fomos nós.
No dia 16/11 saímos de casa. Eu, minha host mom, a baby e a dog (o Host estava no Colorado, encontramos ele lá e seguimos viagem).
Foi uma viagem muito legal, a baby é such a big girl, praticamente não incomoda e a dog, nem se fala. O tempo inteiro minha host me mostrando coisas legais, falando o nome dos lugares por onde passamos, pisando no freio pra dar tempo de eu tirar foto... =D
No dia 17 à noite chegamos em Boulder, no Colorado. Gente, que cidade mais linda! Agora entendo porque meus hosts sentem tanta saudade daqui (digo aqui pq estou escrevendo de Boulder agora. É hora de voltar pra casa e demos mais uma paradinha por aqui). Totalmente diferente do Texas, é muito mais americano! hehehe
Na segunda pela manhã partimos pra SD. Nossa, parecia que eu estava num filme. Lindas paisagens o tempo inteiro.
Chegando lá, só diversão. Minha host o tempo inteiro falando que queria que eu aproveitasse as nossas férias. E assim foi. No segundo dia na cidadezinha chamada Lead (localizada no meio da Black Hills National Forest), fomos hiking. Lindo cenário no meio de montanhas e cachoeiras. Frio de 40F = +- 4C com sol. Quando o sol se pôs, só Deus sabe quanto estava! ahaha Era congelante.
No terceiro dia, fizemos um tour. Passamos pelo Mt. Rushmore (Monumento com os rostos de quatro presidentes americanos esculpidos na pedra), e fomos Climbing! Ai que emoção! hahaha Photographers' Peak é o nome da montanha que escalamos.
No quarto dia, surpresa! Neve! A previsão era de frio de temperaturas abaixo de -10C, mas não de neve. Foi uma surpresa muito linda e chegou na hora certa, porque deu pra aproveitarmos os primeiros dias. Isso foi ontem, dia 23/11, era Thanksgiving e vários membros da família foram pra casa dos pais da host e foi aquela comilança. Me senti praticamente em casa. Foi bem legal. E à noite já comecei a fuçar todos os sites possíveis e imagináveis atrás de uma Black Friday big deal (e não encontrei até hoje haha mas tudo bem, Cyber Monday tá chegando).
Hoje pela manhã saímos de SD e viemos para o Colorado. Chegando no colorado dei uma passada na Target e na Best Buy pra ver se encontrava alguma coisa, mas nada... O negócio é tentar até a Cyber Monday. Chegando no escritório do host, resolvemos Dançar Xbox. Sério, minha host arrasa! hahahaha Foi muito divertido!
E amanhã, partimos novamente, rumo ao lar doce lar. Mas só chegaremos no domingo.
... e no domingo, a realidade começa outra vez...
Viajar ou não viajar com a host family?
Eis a questão!
Muita au pair deve se perguntar se vale vale à pena ou não viajar com a Host Family.
Olha, tenho a dizer que pra mim, valeu / está valendo muito!
Mas, tuuudo é muito relativo. Depende do seu relacionamento com os hosts, de como são suas kids, de como você se sente em relação à HF, no caso de road trip, se você gosta ou é aberta a experimentar...
Por que pra mim foi vantajoso?
- Em 1º lugar: porque eu aproveitei MUITO!
- 2º porque eu estou economizando obamas pra viajar com o meu amor no final do ano
- Porque eu conheci lugares lindos
- Porque eu fiz novas amizades (a mãe e o padrasto da host são muuuito legais)
- Porque eu falei muuuito inglês e aprendi novas expressões
- Porque eu praticamente não trabalhei e recebi o salário da semana normal
- Porque eu so gastei 2 obamas (que foi comprando cartão postal! heheheh)
Ps. Não tive schedule nessa viagem. A host disse que não queria que eu trabalhasse, e assim foi. Porém, é claro que ajudei com o que foi possível e foi tudo muito tranquilo. Como meus hosts amam a baby, eles estavam sempre com ela e eu acabei fazendo bem pouco, e acordando a semana inteira mais tarde do que o horário habitual; Só acordei cedo (no horário em que começo a trabalhar: 6:30) um dia, pra dar uma folguinha pra host.
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